... e de repente estamos a chegar ao fim! Ainda há pouco me referia ao tempo que temos nesta atividade e já agora podia tecer inúmeras reflexões em torno do pouco tempo que tivemos para tanto que ainda se podia fazer...
O Acantonamento de Aveiro vai ser daqueles que seguramente vai ficar na História. Porque foi com serenidade e sem stress que conseguimos trabalhar e aprender. Porque foi com alegria e vontade que estivemos todos juntos. Porque os quilómetros feitos por estas ruas nos permitiram muito, desde aprendizagens imprevistas e informais a vivências outras e várias. Os meninos vão chegar cansados, mas muito satisfeitos. E eu também irei dormir com essa sensação de felicidade que é fazer o que gosto e continuar com a honra de poder ajudar estas crianças tão especiais a crescer. Como gosto dos meus alunos!!!
Deslumbradamente continuo a surpreender-me com o que dizem e com as atitudes que tomam. Poderia estar agora a noite toda a partilhar situações dessas...
Dei comigo a pensar assim, hoje, durante o (mais um) brilhante Conselho: este esquema de Acantonamento tem sido muito fácil e interessante; as crianças adaptam-se bem e entendem-no com facilidade, conseguindo bons e ricos momentos de estar e aprender. Mas será que numa Turma não deveremos ir modificando as dinâmicas ao longo dos tempos? Será que para o ano, mesmo num local diferente, não deveríamos procurar outra forma de organização? Será que esta não pode ser cansativa?
Continuo a achar que um lugar se aprende passeando a pé. E tem sido assim que temos conhecido muitas cidades do nosso país: Porto, Viseu, Coimbra, Santarém, Évora, Tomar, Viana do Castelo, Bragança, Setúbal, Aveiro, Guimarães... Ao contrário, também fiz alguns Acantonamentos interessantes, na Serra da Estrela, por exemplo, mas onde estivemos sempre dependentes de uma carrinha e onde praticamente só fizemos visitas guiadas a locais e oficinas. Acho que enquanto nos primeiros tivemos sempre boas experiências de viver com conjunto e de aprendizagens, nos segundos conseguimos belos "produtos" para consumir, mas onde as nossas vivências foram bem menos... naturais.
Acredito que a TurmaMista, com a qualidade e o crescimento individual e coletivo que demonstrou ao longo deste ano e especificamente neste Acantonamento, irá encontrar uma fórmula boa para que, como disse o... "para o ano possamos ir melhorando os nossos Acantonamentos".
Hoje foi dia de fazer inquéritos e de um contacto mais direto com as pessoas. Geralmente todas acham muita graça a meninos "tão pequenos" a assumir esta postura e, "coitadinhos", vão participando neste processo investigativo com vontade, mas sem grande fé. Aceito esta visão, apesar de não ser nada a minha. Com efeito, os nossos meninos estão a realizar um trabalho muito sério e estão a assumir posturas muito maduras e responsáveis. Estão a trabalhar! Diria melhor: estão a aprender a trabalhar estas coisas. Podem não seguir nenhuma profissão em que isto seja necessário, mas garanto que dificilmente esquecerão que tiveram este contacto e que lhes foi dada esta oportunidade. O que faço nestes momentos é procurar gerir este contacto, no sentido de verificar da boa educação na abordagem, bem como numa certa educação do olhar - temos de tentar perceber, antes de falar com alguém, se estará com pressa, ocupado, disponível... Como os meninos primam pela simpatia e pela empatia, tem sido fácil. E agradável.
Outro aspeto para refletir tem a ver com a forma de estar. Estão geralmente nas Pousadas outras pessoas e outros grupos. É normal adultos ou jovens acharem "tão engraçado" meninos tão pequenos conversarem sobre os seus problemas (Conselhos) ou fazerem uma avaliação tão rica das atividades. O que já é um pouco complicado é gerir e fazer compreender a forma como alguns grupos estão e se comportam. Sobretudo adolescentes em que, normal na idade, têm as excitações muito visíveis, audíveis e provavelmente pouco controladas e conversadas. É, pois, comum, verificar que os "nossos" meninos são bem mais educados e respeitadores, mais calmos e organizados. Conversa com a... que assistiu à forma como uma jovem saía do banho para o jantar:
- "Isto" é que é uma adolescente?!!!
- Sim. E tu também vais ser assim!
- Vou?!!! Não. Não me vou abanar tanto!
São efetivamente deliciosos os comentários e as reações entre todos durante estes dias. Sou uma pessoa muito privilegiada e rica por poder vivenciar isto. Acreditem!
Amanhã já estamos aí!
P.S. Se tiver de eleger o menos positivo deste Acantonamento, diria que as refeições não foram muito interessantes, nem do ponto de vista da variabilidade, nem da qualidade. Com efeito, esta Universidade é muito grande e os almoços sobretudo cheios de gente. Cozinhar para tantos não é, pois, muito fácil. Por isso, amanhã, compensem os vossos filhos com um jantar daqueles!
Este é um espaço criado para contarmos o nosso Acantonamento em Aveiro. Vamos tentar escrever um relato todos os dias, para os pais poderem ler e assim diminuir as saudades imensas que já devem estar a ter!
quinta-feira, 28 de maio de 2015
Dia4
Acordámos e o Pedro parecia uma rocha, como sempre. Preparámo-nos para o pequeno-almoço e a rocha acordou! Comemos o costume - Já estamos fartos de tudo: pão, manteiga, queijo, fiambre e leite!!!!!!
Saímos perto das 10:00 para o nosso trabalho, nos grupos do costume.
O da Leila e da Rita teve a fazer inquéritos, junto à Universidade. Todas as pessoas entrevistadas eram muito queridas. No final dos trabalhos foram brincar e fizeram um concurso de rodas e pontes. Foi supermegadivertido!
O grupo do Pedro também fez inquéritos, junto a dois cafés. As pessoas foram quase todas simpáticas e a manhã passou até muito depressa. Pelo meio houve tempo para um belo gelado.
Almoçámos, como de costume, na cantina de Santiago, sempre cheia de estudantes. A comida foi carne e alguns aventuraram-se na salada, bem temperada! A seguir, quando íamos procurar uma sombra para começar a atividade da tarde, vimos uma estudante a dançar super bem, o que deixou alguns e algumas muito impressionados, especialmente o....
De tarde fizemos o jogo da História/Monumentos: um PeddyPapper pela cidade, divididos em 2 grupos, um acompanhado pelos elementos da História e pela Rita e pelo Pedro; outro pelos elementos dos Monumentos e com a Leila. No jogo, tinham de responder a perguntas sobre 11 lugares/Monumentos de Aveiro. Lanchámos num jardim junto ao Mercado do Peixe, depois de termos feito algumas compras...
A seguir regressámos à Pousada e tomámos banho, deixando a rocha sossegada!
A seguir, último jantar!
Saímos perto das 10:00 para o nosso trabalho, nos grupos do costume.
O da Leila e da Rita teve a fazer inquéritos, junto à Universidade. Todas as pessoas entrevistadas eram muito queridas. No final dos trabalhos foram brincar e fizeram um concurso de rodas e pontes. Foi supermegadivertido!
O grupo do Pedro também fez inquéritos, junto a dois cafés. As pessoas foram quase todas simpáticas e a manhã passou até muito depressa. Pelo meio houve tempo para um belo gelado.
Almoçámos, como de costume, na cantina de Santiago, sempre cheia de estudantes. A comida foi carne e alguns aventuraram-se na salada, bem temperada! A seguir, quando íamos procurar uma sombra para começar a atividade da tarde, vimos uma estudante a dançar super bem, o que deixou alguns e algumas muito impressionados, especialmente o....
De tarde fizemos o jogo da História/Monumentos: um PeddyPapper pela cidade, divididos em 2 grupos, um acompanhado pelos elementos da História e pela Rita e pelo Pedro; outro pelos elementos dos Monumentos e com a Leila. No jogo, tinham de responder a perguntas sobre 11 lugares/Monumentos de Aveiro. Lanchámos num jardim junto ao Mercado do Peixe, depois de termos feito algumas compras...
A seguir regressámos à Pousada e tomámos banho, deixando a rocha sossegada!
A seguir, último jantar!
Pedro, André e Rita P.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Reflexão2
Acontecem nos Acantonamentos um sem número de situações que nos fazem refletir e conhecer melhor os alunos e as suas vidas/hábitos. Estar 24 horas/dia com eles, nesta liberdade responsável, promovendo a sua cada vez maior autonomia e maturidade, é abrir um contexto muito favorável à existência e melhoria dessas dinâmicas.
Vamos percebendo, pela postura que os meninos assumem em determinados momentos, como e para onde se movimenta a sua educação quotidiana e social, relativamente a um sem número de aspetos que, muitas vezes, não temos oportunidade de ver na escola (apesar de na nossa escola termos um contexto bastante favorável a estas relações).
Um dos principais aspetos tem a ver com a autonomia. Há uma diferença muito considerável entre meninos - e não estou a falar especificamente DESTES - que têm como "ADN" uma vasta gama de experiências e desafios, relativamente a outros que, nalguns casos, com 6 ou 7 anos, ainda mal sabem tomar banho sozinhos! Serve esta constatação para refletir na questão do desenvolvimento da criança naquilo a que alguns autores chamam o "currículo familiar" e o "currículo escolar". Com efeito, uma criança que tem esta inevitabilidade de se ter de desenvolver e formar entre a família e a Escola, revela diferentes graus de competências nos variados domínios dos 2 currículos. Teremos, pois, de encontrar um equilíbrio entre aquilo que uns (a família) podem/têm/acreditam e o que faz parte da responsabilidade dos outros (a Escola). Este equilíbrio vai-se regulando com atividades e reflexões destas e quanto mais houver uma consonância, respeito e diálogo, melhor será, por ventura, o crescimento da criança.
Apesar de distinto do referido acima, gostava de reforçar, por exemplo, a questão da alimentação e dos hábitos alimentares. É muito fácil verificar - até na escola - que tipo de cultura alimentar existe num determinado menino. Não tanto por aquilo que ele tem e traz para comer, mas também pela forma como reage ao que lhe aparece como ementa. Nos Acantonamentos temos e assumimos uma postura educativa face a esta questão e somos muito confrontados com "não gosto de...", "odeio...", "não costumo...", "a minha mãe diz..." Criar e educar o paladar, de forma a poder transmitir a cada indivíduo uma posterior capacidade saudável de decisão face ao seu percurso alimentar (pois, enquanto estão com os pais, serão estes os responsáveis e dominadores da situação) deve ser algo em que todos os intervenientes educativos - família, escola, media... - se devem envolver com algum cuidado. Este aspeto entronca também na delicadeza que tem a ver com as perspetivas de cada um face a esta questão e por isso não é fácil o nosso papel, pois este está assente nas nossas crenças e conhecimentos. De qualquer forma, procuramos sempre que nestas atividades, os meninos comam de tudo, negociando (e nalguns casos, impondo) uma alimentação que no nosso modelo de ver é equilibrada, saudável e equilibrada.
Desde que me lembro que na TurmaMista os Acantonamentos duram 1 semana, ao contrário de outras turmas, que vão gerindo o número de dias em função da idade dos meninos. Como temos sempre esta mescla etária, fomos sempre decidindo pela bitola dos mais velhos. Não nos temos dado mal, no geral. Todos os meninos normalmente gostam e acham bom este "duro" desafio de 5 dias e 4 noites de separação. Muitos deles começam um trabalho interior de resolução destas inquietações logo no primeiro dia. Como aquela aluna que disse qualquer coisa do tipo: "Eu tenho saudades da minha mãe. Até já tinha saudades dela quando ainda estávamos na estação e eu estava a vê-la!" Entendo tão bem as saudades. Pois, sou cantor, sou poeta, sou amante, sou pai... Sabemos bem das dificuldades que se nos colocam as ausências e como é por vezes difícil lidar com isso. Respeito muito essas lágrimas e sentimentos. Há-os sempre. Vindos, inclusivamente, de quem menos se espera (não estou a fazer nenhuma referência concreta). Mas como muitas situações, depois de acontecerem, "até foi bom"! Serão assim as saudades. Vai ser bom o reencontro e o reganhar a vida em conjunto. Vão ver. Palavra de... mim!
Que tal esta canção? Há-as igualmente, aos molhos, no folclore açoreano, tão lindas!!!
http://www.lyricsmania.com/chega_de_saudade_lyrics_tom_jobim.html
Cumprimentos a todos!
Vamos percebendo, pela postura que os meninos assumem em determinados momentos, como e para onde se movimenta a sua educação quotidiana e social, relativamente a um sem número de aspetos que, muitas vezes, não temos oportunidade de ver na escola (apesar de na nossa escola termos um contexto bastante favorável a estas relações).
Um dos principais aspetos tem a ver com a autonomia. Há uma diferença muito considerável entre meninos - e não estou a falar especificamente DESTES - que têm como "ADN" uma vasta gama de experiências e desafios, relativamente a outros que, nalguns casos, com 6 ou 7 anos, ainda mal sabem tomar banho sozinhos! Serve esta constatação para refletir na questão do desenvolvimento da criança naquilo a que alguns autores chamam o "currículo familiar" e o "currículo escolar". Com efeito, uma criança que tem esta inevitabilidade de se ter de desenvolver e formar entre a família e a Escola, revela diferentes graus de competências nos variados domínios dos 2 currículos. Teremos, pois, de encontrar um equilíbrio entre aquilo que uns (a família) podem/têm/acreditam e o que faz parte da responsabilidade dos outros (a Escola). Este equilíbrio vai-se regulando com atividades e reflexões destas e quanto mais houver uma consonância, respeito e diálogo, melhor será, por ventura, o crescimento da criança.
Apesar de distinto do referido acima, gostava de reforçar, por exemplo, a questão da alimentação e dos hábitos alimentares. É muito fácil verificar - até na escola - que tipo de cultura alimentar existe num determinado menino. Não tanto por aquilo que ele tem e traz para comer, mas também pela forma como reage ao que lhe aparece como ementa. Nos Acantonamentos temos e assumimos uma postura educativa face a esta questão e somos muito confrontados com "não gosto de...", "odeio...", "não costumo...", "a minha mãe diz..." Criar e educar o paladar, de forma a poder transmitir a cada indivíduo uma posterior capacidade saudável de decisão face ao seu percurso alimentar (pois, enquanto estão com os pais, serão estes os responsáveis e dominadores da situação) deve ser algo em que todos os intervenientes educativos - família, escola, media... - se devem envolver com algum cuidado. Este aspeto entronca também na delicadeza que tem a ver com as perspetivas de cada um face a esta questão e por isso não é fácil o nosso papel, pois este está assente nas nossas crenças e conhecimentos. De qualquer forma, procuramos sempre que nestas atividades, os meninos comam de tudo, negociando (e nalguns casos, impondo) uma alimentação que no nosso modelo de ver é equilibrada, saudável e equilibrada.
Desde que me lembro que na TurmaMista os Acantonamentos duram 1 semana, ao contrário de outras turmas, que vão gerindo o número de dias em função da idade dos meninos. Como temos sempre esta mescla etária, fomos sempre decidindo pela bitola dos mais velhos. Não nos temos dado mal, no geral. Todos os meninos normalmente gostam e acham bom este "duro" desafio de 5 dias e 4 noites de separação. Muitos deles começam um trabalho interior de resolução destas inquietações logo no primeiro dia. Como aquela aluna que disse qualquer coisa do tipo: "Eu tenho saudades da minha mãe. Até já tinha saudades dela quando ainda estávamos na estação e eu estava a vê-la!" Entendo tão bem as saudades. Pois, sou cantor, sou poeta, sou amante, sou pai... Sabemos bem das dificuldades que se nos colocam as ausências e como é por vezes difícil lidar com isso. Respeito muito essas lágrimas e sentimentos. Há-os sempre. Vindos, inclusivamente, de quem menos se espera (não estou a fazer nenhuma referência concreta). Mas como muitas situações, depois de acontecerem, "até foi bom"! Serão assim as saudades. Vai ser bom o reencontro e o reganhar a vida em conjunto. Vão ver. Palavra de... mim!
Que tal esta canção? Há-as igualmente, aos molhos, no folclore açoreano, tão lindas!!!
http://www.lyricsmania.com/chega_de_saudade_lyrics_tom_jobim.html
Cumprimentos a todos!
Dia3
Hoje acordámos todos tarde e tranquilos. O pequeno-almoço foi o costume: pão com manteiga, queijo, fiambre e/ou doce de morango e leite (simples, com chocolate ou café).
Saímos para a manhã de trabalho como ontem - uns com a Leila e com a Rita; outros com o Pedro.
Os primeiros foram para junto da ria escrever um resumo sobre o que o senhor do moliceiro tinha explicado e outros escrever sobre o que aprenderam a respeito dos doces de ovos. A meio da manhã comeram bolachas e pelas 12 foram para a cantina.
Os segundos foram visitar alguns monumentos - Igreja de S. Francisco (estava fechada), Capela das Carmelitas, Igreja da Misericórdia (estava fechada), Igreja de Vera-Cruz, Mercado do Peixe. A meio da manhã comeram umas pêras que tiveram muito sucesso! Depois foram para a cantina e chegaram lá já depois da hora marcada (12:30).
A seguir ao almoço, fomos todos para o jardim, junto ao coreto. Jogámos à "corrente elétrica". A seguir, o Tiago, a Beatriz Pires e a Rita O. foram comprar o lanche e os outros dirigiram-se para umas mesas no jardim, onde o Pedro esteve quase uma hora a inventar e contar histórias e piadas.
Assim que chegaram, o Tiago, a Rita P. e a Alice explicaram-nos o que tinham aprendido sobre ovos moles e depois quem quis comeu um! Lanchámos e depois estivemos a brincar no sítio do costume, junto aos escorregas.
Pelas 17h30, regressámos para os banhos!
Vamos falar um pouco sobre a noite anterior:
Às 19h30 fomos para a cantina jantar, passando pelas rampas, onde todos gostam de correr. No fim do jantar, regressámos à Pousada e fizemos um Conselho curto, antes de deitar.
Saímos para a manhã de trabalho como ontem - uns com a Leila e com a Rita; outros com o Pedro.
Os primeiros foram para junto da ria escrever um resumo sobre o que o senhor do moliceiro tinha explicado e outros escrever sobre o que aprenderam a respeito dos doces de ovos. A meio da manhã comeram bolachas e pelas 12 foram para a cantina.
Os segundos foram visitar alguns monumentos - Igreja de S. Francisco (estava fechada), Capela das Carmelitas, Igreja da Misericórdia (estava fechada), Igreja de Vera-Cruz, Mercado do Peixe. A meio da manhã comeram umas pêras que tiveram muito sucesso! Depois foram para a cantina e chegaram lá já depois da hora marcada (12:30).
A seguir ao almoço, fomos todos para o jardim, junto ao coreto. Jogámos à "corrente elétrica". A seguir, o Tiago, a Beatriz Pires e a Rita O. foram comprar o lanche e os outros dirigiram-se para umas mesas no jardim, onde o Pedro esteve quase uma hora a inventar e contar histórias e piadas.
Assim que chegaram, o Tiago, a Rita P. e a Alice explicaram-nos o que tinham aprendido sobre ovos moles e depois quem quis comeu um! Lanchámos e depois estivemos a brincar no sítio do costume, junto aos escorregas.
Pelas 17h30, regressámos para os banhos!
Vamos falar um pouco sobre a noite anterior:
Às 19h30 fomos para a cantina jantar, passando pelas rampas, onde todos gostam de correr. No fim do jantar, regressámos à Pousada e fizemos um Conselho curto, antes de deitar.
Pedro, Rosa e Beatriz Peixoto
terça-feira, 26 de maio de 2015
Reflexão1
Existem nestas dinâmicas dos
Acantonamentos, como em muitas situações educativas, diversos pontos de vista
pedagógicos. Aceito, como tendo vantagens, outras formas de planear, organizar
e implementar este tipo de atividade, diferentes daquela que, ao longo dos
últimos anos, tenho utilizado com os meus grupos.
Colocando de parte desta reflexão
as questões da organização e da maneira como cada professor chega com os seus
alunos a um esquema e coloca esse projeto em ação, gostaria de partilhar
convosco alguns pensamentos que fui tendo ao longo do dia de hoje:
1.
O tempo. Gosto desta sensação de ter tempo; de,
apesar de haver compromissos e objetivos, conseguir fazer muitas coisas, com
uma calma boa e tranquila. São assim os dias de Acantonamento, apesar da atenção
sempre nos limites. Procuro encontrar uma postura que promova esta sensação e
responsabilidade em todos, nunca esquecendo os principais objetivos da
atividade e que têm constantemente de ser lembrados. Tenho tempo para observar
e conversar com os meninos. Tenho tempo para os deixar ultrapassar obstáculos
vários. Tenho tempo para me deslumbrar com os seus comentários e interações...
Tenho tempo e isso é mais que bom!
2.
Perder-me. Gosto desta sensação de me poder
perder numa cidade e de me surpreender com o que encontramos. Adoro não ter as
coisas combinadas e não sentir aquela espécie de prisão que inviabiliza os
imprevistos – adoro imprevistos e resolvê-los com os meninos; naturalmente e
sem grandes “sequências de aprendizagem”. Agrada-me ir construindo o nosso
dia-a-dia com eles, num papel de produtores dos nossos passos, ao invés de
sermos apenas “consumidores” de visitas que, não deixando de poder ser belos e
interessantes momentos de aprender, nos colocam num papel muito menos ativo e,
na minha opinião, menos envolvente e interessante.
3.
Normalidade. A Escola, sendo uma instituição
pouco natural na vida do Homem, tem transformado a vida humana, sobretudo os
seus primeiros anos, numa espécie de artificialidade a que infelizmente poucos olham
com pensamento crítico ou mesmo radical. Habituámo-nos a que as sociedades
fossem assim e que o crescer e o aprender seja desta forma. Não tem de ser,
diria eu. Por isso estes momentos “fora”, como os Acantonamentos nos permitem tantas
aprendizagens dessa outra maneira, pouco “convencional”, mas normal, digo eu...
Se pensarmos como é que nos colocaríamos se fossemos com outros a um espaço
novo e como gostaríamos de estar com eles, podemos, possivelmente, encontrar um
esquema parecido com este, em que o mais importante de tudo é... ESTAR. E irmos
aprendendo a estar também. Tenho conseguido sempre nestas dinâmicas importantes
situações em que verifico este crescimento comunitário, social e emocional,
desancorado de uma estrutura familiar e escolar onde os movimentos de cada um
acabam sempre por estar algo condicionados pelos contextos.
Este, tal como outros
Acantonamentos, têm conseguido isto tudo e mais ainda. Sairemos de Aveiro com
estas vivências e outras aprendizagens, algumas das quais ficarão connosco para
sempre (e imagino que mais do que o que disse o guia do museu ou da oficina nos
lembraremos que o X disse ao Y: “Se andasses tanto como falas isto
seria muito melhor!”).
Adoro acantonar!
Cumprimentos a todos.
Pedro Branco
Dia2
O acordar foi bom, calmo e tranquilo. Por volta das 8:30, todos começaram a preparar-se para o pequeno-almoço, que foi no último andar da Pousada. Comemos pão com queijo e/ou fiambre e/ou manteiga e leite com chocolate ou normal.
Eram 9:30 e estávamos prontos para começar este novo dia de trabalho. Os grupos dos Costumes e da Natureza foram com a Leila e com a Rita. Os outros foram com o Pedro.
Os primeiros foram a um museu que parecia mais uma loja e onde aprenderam algumas coisas, como, por exemplo, a utilidade do barro em Aveiro e que é constituído por argila. Durante a manhã, ainda foram a um parque, onde brincaram um pouco. Depois comeram cerejas sentados numa sombra.
Os segundos andaram bastante, até à Sé da cidade, onde viram o seu interior o Cruzeiro de S. Domingos, um monumento nacional. Lá dentro também havia um órgão muito grande. A seguir foram ao Museu de Aveiro, que está instalado no antigo Convento de Jesus, onde viveu e morreu a filha do rei Afonso V, a princesa Joana. Lá estiveram a fazer desenhos no claustro. A seguir foram para um parque brincar um pouco e comer um gelado.
Às 13:00 estávamos já na fila da cantina para o almoço. Havia muita gente para almoçar!!!! Depois de do almoço, fomos dar um passeio até ao cais onde apanhámos dois moliceiros, para uma viagem pela ria. Foi muito interessante e aprendemos coisas com os senhores que estavam lá. Por exemplo, aprendemos que uma ria é composta de água doce e água salgada do mar.
Passado uma hora, estivemos num parque infantil a brincar e a lanchar. Por volta das 17:30, viemos para a Pousada para os banhos, antes do jantar.
Eram 9:30 e estávamos prontos para começar este novo dia de trabalho. Os grupos dos Costumes e da Natureza foram com a Leila e com a Rita. Os outros foram com o Pedro.
Os primeiros foram a um museu que parecia mais uma loja e onde aprenderam algumas coisas, como, por exemplo, a utilidade do barro em Aveiro e que é constituído por argila. Durante a manhã, ainda foram a um parque, onde brincaram um pouco. Depois comeram cerejas sentados numa sombra.
Os segundos andaram bastante, até à Sé da cidade, onde viram o seu interior o Cruzeiro de S. Domingos, um monumento nacional. Lá dentro também havia um órgão muito grande. A seguir foram ao Museu de Aveiro, que está instalado no antigo Convento de Jesus, onde viveu e morreu a filha do rei Afonso V, a princesa Joana. Lá estiveram a fazer desenhos no claustro. A seguir foram para um parque brincar um pouco e comer um gelado.
Às 13:00 estávamos já na fila da cantina para o almoço. Havia muita gente para almoçar!!!! Depois de do almoço, fomos dar um passeio até ao cais onde apanhámos dois moliceiros, para uma viagem pela ria. Foi muito interessante e aprendemos coisas com os senhores que estavam lá. Por exemplo, aprendemos que uma ria é composta de água doce e água salgada do mar.
Passado uma hora, estivemos num parque infantil a brincar e a lanchar. Por volta das 17:30, viemos para a Pousada para os banhos, antes do jantar.
Pedro, Beatriz Cordeiro e Tiago
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Dia1
A pouco e pouco, todos foram chegando, ansiosos, à estação de Santa Apolónia. Não sabemos quem estava mais nervoso, se as crianças, se os adultos! Como havia muito trânsito, alguns chegaram um pouco em cima da hora, mas conseguimos partir todos ao mesmo tempo. Os pais e os filhos disseram ADEUS e lá foi o comboio, rumo a Aveiro!
A viagem correu muito bem. Alguns tiveram dores de cabeça, outros estiveram sempre bem dispostos. Brincaram, dormiram, escreveram, leram, conversaram (disseram disparates e maluqueiras), comeram, foram à casa-de-banho, viram a paisagem, perguntaram vezes sem conta "Falta muito para chegar?", mostraram o que tinham na mochila, etc., etc., etc.
Chegámos finalmente, muito felizes, à estação de Aveiro e todos nos ajudaram a tirar as malas do comboio! Tivemos que esperar um pouco pelo autocarro, que nos levou até perto da Universidade, que é junto à Pousada da Juventude. Guardámos as malas todas num quarto e fomos procurar um jardim para almoçar.
Entrámos pelo Estádio Mário Duarte e fomos para um jardim muito, muito, muito bonito, onde ficámos a almoçar e depois a brincar um pouco. No jardim havia um lago muito grande.
Chegou um amigo do Pedro, que nos levou a dar um passeio até à ria. Depois, foi com a Rita O. e o grupo dos Costumes ver como se faziam ovos moles. Os outros foram com o Pedro e com a Leila dar um passeio pela cidade, ver e desenhar alguns monumentos.
Às 17h30, encontrámos-nos na Pousada para lanchar e.... banhos! Quase todos tomaram banho. Às 19h30, fomos jantar na cantina de Santiago, na Universidade. A cantina fica junto à ria e é muito bonita. Comemos sopa, frango com esparguete e fruta ou iogurte.
No fim, regressámos à Pousada, fizemos um Conselho sobre o dia e... "xixi cama"!
Adeus e até amanhã.
Chegou um amigo do Pedro, que nos levou a dar um passeio até à ria. Depois, foi com a Rita O. e o grupo dos Costumes ver como se faziam ovos moles. Os outros foram com o Pedro e com a Leila dar um passeio pela cidade, ver e desenhar alguns monumentos.
Às 17h30, encontrámos-nos na Pousada para lanchar e.... banhos! Quase todos tomaram banho. Às 19h30, fomos jantar na cantina de Santiago, na Universidade. A cantina fica junto à ria e é muito bonita. Comemos sopa, frango com esparguete e fruta ou iogurte.
No fim, regressámos à Pousada, fizemos um Conselho sobre o dia e... "xixi cama"!
Adeus e até amanhã.
Pedro, Guilherme e Santiago
P.S. Notícia do dia - caiu um dente ao Francisco!
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